| FETRAF CEARÁ coloca BAEL na FETRAF BRASIL |
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![]() Em composição de chapa única, os 800 delegados e delegadas do II Congresso da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf-Brasil) aprovaram por unanimidade, a nova diretoria e Conselho Fiscal da Federação, empossada às 13h desta sexta-feira (30). A aprovação unânime da chapa denota que a Fetraf-Brasil, presente em 20 estados do país, agrega valores e competências que buscam a consolidação da agricultura familiar em todo território nacional. Os sentimentos de crescimento , acrecido das conquistas e das vitórias , somados os números de Sintraf e agricultores organizados no Ceará e no Brasil, podemos afirmar que neste ritmo de crescimento, o nosso movimento da agricultura familiar caminha para se tornar o maior e mais representativo movimento do campo deste País. Precisamos ficar atentos, em especial nós do Ceará, para buscar melhorar a pratica de nossos dirigentes e de nossos agricultores familiares para consolidar o que já conquistamos e avançar em nossas reivindicações e projetos. Afirma Bael Peixoto eleito pelo Ceará no II Congresso da FERAF BRASIL.
“Nosso objetivo enquanto organização consiste em avançar na conquista de políticas que melhorem a vida de todos os agricultores familiares. Da maneira que a Fetraf-Brasil avança seremos, com certeza, a maior entidade representativa da categoria no país”, declarou Marcos Rochinski, diretor da Fetraf. ![]() Em depoimento sobre o II Congresso, Marco Antonio Augusto Pimentel, eleito secretário de Finanças da Fetraf, avalia que a entidade já mostrou sua capacidade de organização principalmente por lidar com a diversidade regional. “Construímos um projeto coletivamente levando em conta as particularidades de cada região numa perspectiva que seja direcionado para o todo. Um novo projeto de desenvolvimento da sociedade”. ![]() “Estou orgulhoso de estar aqui para fortalecer a luta pela reforma agrária e por justiça no campo”, disse o presidente da CUT, Artur Henrique, no II Congresso da Federação Nacional dos No evento, Artur manifestou o compromisso da Central em priorizar a ação sindical no meio rural e incorporar cada vez mais suas demandas na Jornada pelo Desenvolvimento, “processo que está construindo uma plataforma, uma agenda da classe trabalhadora para as eleições de 2010”. Na avaliação do presidente cutista, o momento é de disputa de modelos e a Marcha das Centrais a Brasília, no próximo dia 11 de novembro, vai explicitar posições. “A crise destruiu mitos e verdades dos que implementaram o neoliberalismo, dos que seguiram a cartilha do Estado mínimo, da privatização, criminalização e perseguição dos movimentos sociais, como FHC”. Para Artur, mais do que nunca, é hora de apresentarmos a nossa pauta, somando para que “o governo Lula seja uma ponte para a continuidade do processo de mudanças, barrando a volta de demos e tucanos”.
![]() O segundo, ressaltou Quintino(diretor da CUT Nacional), “é consolidarmos as ferramentas de luta, neste caso a própria Fetraf e, em terceiro, defender o meio ambiente, pois são os agricultores familiares que mais sabem, compreendem e têm interesse em preservá-lo por saber que é da terra que tiram o próprio sustento”. Nosso compromisso comum, acrescentou, “é construirmos um modelo agrícola diferente do agronegócio, do latifúndio, garantindo a atualização dos índices de produtividade da terra, que continuam sendo do século passado”. Para Altemir Gregolim, Ministro da Pesca e Aquicultura, o papel da agricultura familiar é estratégico para o país, sendo que “as maiores e mais importantes vitórias conquistadas pela categoria começaram pelo reconhecimento do presidente Lula deste fato para o desenvolvimento do Brasil”. A relevância do setor tornou-se ainda mais evidente com a divulgação do Censo Agropecuário 2006, que atesta a categoria como 89% mais produtiva que o agronegócio. Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA) Guilherme Cassel, “eles têm que aprender conosco – agricultura familiar - como é que se produz”. ![]() Conforme Cassel, “diziam muita bobagem, mas o censo jogou luz sobre a realidade brasileira, demonstrando que a reforma agrária não é uma bandeira ideológica, mas uma necessidade. É o melhor caminho para o desenvolvimento do país. Primeiro, porque se relaciona melhor com o meio ambiente; segundo, porque ocupa mais pessoas”. O ministro informou que enquanto a agricultura familiar emprega 15,4 pessoas a cada 100 hectares, o agronegócio emprega somente 1,7. A eficiência é comprovada também pela maior geração de renda: R$ 766 por hectare na agricultura familiar contra somente R$ 358 do agronegócio. A criminalização dos movimentos sociais também foi denunciada por Cassel, para quem a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) é contra uma forma de relacionamento entre o governo e a sociedade civil. “Querem nos acuar. Precisamos de unidade, combatividade e lucidez para enfrentar essa perseguição”, frisou. ![]() |